quinta-feira, 23 de junho de 2011

verdade?

Ele sorriu para ela, estendendo-lhe uma flor que acabara de roubar de um jardim próximo. Ela sorriu de volta, aceitando a flor e abrindo espaço para que ele sentasse ao seu lado no pequeno batente. Ficaram em silêncio por um momento, observando o movimento contínuo das pessoas ao seu redor - nenhum dos dois parecia se importar muito.

"Você matou a florzinha", a garota observou, olhando para o garoto de esguelha e tentando fingir uma expressão brava. Falhou - o sorriso insistia em lhe tomar os lábios.

"E plantei um sorriso em seu rosto", ele argumentou, dando de ombros. "Acho que posso ser perdoado por isso".

Ela riu baixinho, sacudindo a cabeça como se pensasse que ele não tinha conserto. Ele sabia disso... Mas também sabia que ela gostava. Então, simplesmente não se importava de ser daquele jeito. Ele aproximou-se devagar e repousou a sua mão sobre a da garota, sem demonstrar qualquer sinal do nervosismo que realmente sentia. Ela não fez menção de se afastar. Ele sabia que se estava esperando pelo momento perfeito, era aquele.

"Sou um fracote", admitiu, tentando não se deixar distrair pelas muitas cores que o cabelo da garota parecia adquirir sob o sol. Ela ergueu o olhar para fazer contato visual - ele esforçou-se para não fugir. "E um romântico incurável. E absolutamente geek. E um garoto idiota. E completamente apaixonado por você", ele fez uma pausa, dando à garota a chance de absorver a última frase. "Mas, apesar de tudo isso, eu realmente adoraria que você aceitasse sair comigo no sábado".

Ela ficou em silêncio por um momento, apenas correndo o olhar pelo rosto do garoto, como se esperasse que ele fosse, a qualquer momento, rir e dizer que não passava de uma piada. Ele teria feito isso antes, simplesmente por ser mais fácil que esperar pela resposta... Mas havia mudado. Pelo menos o suficiente para lutar pelo que valia a pena lutar. E ela? Ela valia qualquer esforço. Por fim, um sorrisinho substitui a expressão de choque da garota e ela aproximou a flor do rosto para inspirar o seu perfume.

"Qual é o nome dela?", perguntou, indicando a pequena mancha de cor em suas mãos. Ele sorriu.

"Me dá um beijo que eu digo", respondeu. Eles riram. E, mesmo sabendo que aquele era de fato o nome da flor, ela inclinou-se em sua direção e tocou os lábios do garoto com os seus. E ele soube que era "sim".


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