terça-feira, 30 de agosto de 2011

Your smile


 Eu queria o seu sorriso, como uma droga.O modo como seus olhos se estreitam em fendas castanhas absolutamente adoráveis quando você sorri. As covinhas que se formam em seu rosto e a maneira que você parece uma criança, no alto de sua quase maioridade, e seus lábios parecem ficar ainda mais cor de rosa. Esse sentimento bobo que só você causa em mim. Eu queria o seu jeito meio cafageste, que eu nunca te disse que adoro, e os seus planos bobos. Eu queria você, contra qualquer lógica, quebrando todos os princípios. Eu queria o nosso mundo, com as nossas besteiras e o nosso "nós" que faz tanto sentido agora, apesar de não fazer sentido nenhum.

domingo, 28 de agosto de 2011

Para minha menina não esquecer

É só disso que eu preciso: Meu mindinho enroscado no seu enquanto a gente conversa besteiras, ri de bobagens, confessa coisa séria e ri mesmo assim. Você entre os meus braços, a maneira como a gola da sua camisa fica com aquele cheiro exato que só você tem na esquina do pescoço com o ombro... Seu pescoço, que ri abertamente pra mim toda vez que te puxo pra mais perto, me provocando. Você me chamando de trapaceira porque interrompi sua raiva com um beijo, você tentando não sorrir quando te pirraço, você boba e desastrada, me contando que quase esqueceu o nosso aniversário de namoro. E eu confessando que já sabia, porque conheço esse seu jeito. E a maneira como afundo em seus braços, em seu cheiro, em sua respiração, na batida do seu coração - a maneira como deixo de me importar com  qualquer coisa que não seja a gente ali, a gente agora, a gente por quanto tempo for, mas sempre daquele jeito. É só disso que eu preciso: A gente daquele jeito. Perto demais, sua mão na minha cintura, minha mão na sua cintura, nossos olhos brincando de jogo do sério. Sua carícia suave em minhas costas, meus lábios colados em seu pescoço. O gosto de quero-mais que só seu beijo deixa em minha boca. Minha alma mergulhada de cabeça nisso e eu tentando disfarçar.

Já percebeu que de vez em quando ainda sorrio quando a gente se beija? É que a gente é tão perfeitamente desajeitada e minha alegria é tanta que às vezes não cabe em mim. E é só disso que eu preciso: Mais meio minuto de você dizendo o quanto me detesta só pra eu te puxar pra mais perto e te desafiar a repetir. E depois te interromper com um beijo, porque sei que você ama desafios e eu amo você.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Dos meus contos sem sentido


Ele suspirou. Eram quase sete da noite e a faculdade tinha sido puxada. Sentia-se extremamente cansado e o ônibus parecia nunca chegar. Queria gritar só de pensar na quantidade de coisas que teria de estudar quando chegasse em casa.

Para piorar tudo, começou a chover. O ponto estava tão cheio que preferiu molhar-se a ter que competir pelo minúsculo espaço coberto. Passou a mão pelo cabelo encharcado e trocou o peso de um pé para o outro uma ou duas vezes. Fechou os olhos por um segundo e finalmente avistou o ônibus no começo da rua quando os abriu.

Fez sinal para o motorista. O homem ignorou-o e passou direto, parando alguns metros adiante. Praguejou baixinho enquanto alcançava o veículo. Olhou ao redor e viu uma garota do outro lado da rua.

Ela deveria ter no máximo um ano a menos que ele, e seu desespero para voltar para casa era quase palpável. Não parece se importar com a chuva, no entanto - chegou rindo e espanando a água dos cabelos escuros para todos os lados.

- Não vai passar? - perguntou com aquela voz de quem está quase sempre feliz.

Ele ficou sem graça - só agora percebia que estivera parado encarando-a. Deu-lhe um sorriso de desculpas evitando seus olhos, e se apressou para sentar. Segundos depois ela estava ao seu lado.

Trazia o mesmo sorriso despreocupado de antes. Estava ainda mais encharcada que ele e sua blusa clara estava semi-transparente. Ela a cobriu com um casaco cor de laranja tão molhado quanto o resto de suas roupas e puxou um assunto qualquer sem aparentar nenhum constrangimento.

Perderam-se nas palavras um do outro. Estudavam na mesma faculdade, mas nunca tinham se visto antes. Ele cursava física, ela psicologia. Ambos amavam Beatles e detestavam blues. Ela idolatrava Bob Marley, ele odiava. Moravam na mesma rua.

Desceram do ônibus rindo de qualquer coisa. A chuva parara.

Ela reclamou, ele achou ótimo. Ela fechou a cara e fez birra. Ele riu.

Levou-a até a porta de casa. Marcaram de se ver outra vez no dia seguinte, e a partir daí nunca mais pararam.

Alguns chamam isso de destino. Outros de acaso. Eu, particularmente, prefiro chamar de amor.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

E porque quando eu te olho vc ri?

- É que você tem esse jeito de me olhar, sabe? Não sei explicar direito... É só um olhar diferente de todos os outros, um olhar que faz o chão sacudir sob meus pés por um segundo e a minha garganta fechar completamente. E aí eu entro naquele estado de confusão em que eu sei exatamente o que quero dizer, mas não consigo colocar sequer duas palavras juntas e termino em silêncio, só te olhando, sentindo meu coração bater forte demais em meu peito e me perguntando se você consegue escutá-lo. É intenso, entende? Como se você pudesse enxergar a minha alma fácil assim - e como se gostasse do que vê mesmo quando nem eu tenho certeza  de que gosto. E isso me derruba e me reconstrói - melhor, mais feliz, mais inteira, mais coragem, mais certeza, mais boba. E eu tenho vontade de te puxar pra mais perto e te beijar algumas dezenas de centenas de vezes. E tenho vontade de parar o mundo e te levar comigo pra qualquer outro lugar, e tenho vontade de realizar todos os seus sonhos. E penso em um sem-fim de versos que sei que não vou conseguir juntar com uma melodia depois porque só encaixam com o ritmo da sua respiração. E tudo isso - essa maneira como você me deixa cor-de-rosa sem querer - me faz ter vontade de rir... Só por rir. Só porque eu te amo. E aí eu rio. Só porque adoro esse jeito que você tem de me olhar.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Tentem lê

Faz de conta que eu sou um livro, mas pela capa não me julgues. De antemão eu te aviso que a história não é das boas, que te provocam uma overdose de risos ou lágrimas, mas foi feita com capricho e muita criatividade, por isso se tiver vontade me leia, se não, nem comece.
Uma página por dia e assim eu te acompanharei por onde for, me carrega contigo, nas horas vagas, e também nas outras, deixa que eu te faça companhia, tenta apagar umas linhas indesejáveis, não há garantia de que consigas tal feito, mas tentar é isso mesmo, incerteza. Nota o romance, ou melhor, a ausência dele, e também a presença de algumas linhas em branco, preenchidas pelo vazio, fica a vontade para preenchê-las com algo a mais. Se vai caber eu não sei, tentar, nesse caso vai custar, pode deixar algumas marcas de borracha, nem sempre conseguimos apagar o que foi escrito, talvez por defeito da borracha, talvez por força das palavras.
Torna com que a leitura não seja cansativa, mas não a mude por completo, lembra-te que eu não sou um livro em branco. Umas páginas de mim vão te fazer ter raiva e tu vais querer me deixar de lado, como se eu fosse um brinquedo que já te cansou, vais até cogitar a possibilidade de abandonar a leitura. Noutras eu te deixarei com vontade de mim, de mais uma página, e outra e outra, tu vais terminar um capítulo e nem se dar conta disto, vai ter vontade de sentar comigo num canto e ali ficar, sem hora marcada pra sair. O final eu deixo por tua conta, mas se não fores capaz de fazer um quero que saibas que não fui escrita para ficar guardada, coberta de poeira por entre os cantos de uma estante qualquer. Dizem que um livro tem de ser bem cuidado pra que outros o desfrutem. E vê, finalmente, "que eu não sou difícil de ler".
 
Wordpress Theme by wpthemescreator .
Converted To Blogger Template by Anshul .