terça-feira, 2 de novembro de 2010

vc que sabe

Se tiver algo que resolvi tirar de mente nos últimos dias, bom, esse algo foi você.

Você e seus discursos envolventes, que sempre menosprezavam a minha capacidade de identificar por trás de sorrisos cuidadosamente esculpidos uma falsidade de dar nojo – essa sua coisa super-protegida não era amor oculto ou tão pouco esmero bem guardado; era desprezo, só isso.
Deixei para depois coisas menores: você, sua vida bem resolvida, toda a sua segurança, seu futuro brilhante e suas exigências que assim eu também fosse – tenho saudade, isso sim, de não ter que satisfazer as vontades de ninguém, nem as minhas próprias, e viver bem com isso – viver em paz e conseguir levantar da cama todas as manhãs sem o peso de que fiz algo errado ou que machucasse a um ou a outro – porque eu seria boa para mim, boa para todos que resolvessem arriscar e, meu querido, não se engane, nada disso seria mérito seu.
E, me atrevo a dizer, junto com você sumiram de mim muitas coisas que eu não reconhecia como minhas – sumiu a má fé, a falta de vontade, as perspectivas ruins e as limitações às quais eu me submetia. Enfim, dei adeus à você e à parte de mim que apodrecia um pouco todos os dias.

E se tiver algo que eu resolvi colocar em mente nos últimos dias, bom, esse algo é que as coisas estão muito melhores assim
 
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