quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Tentem lê

Faz de conta que eu sou um livro, mas pela capa não me julgues. De antemão eu te aviso que a história não é das boas, que te provocam uma overdose de risos ou lágrimas, mas foi feita com capricho e muita criatividade, por isso se tiver vontade me leia, se não, nem comece.
Uma página por dia e assim eu te acompanharei por onde for, me carrega contigo, nas horas vagas, e também nas outras, deixa que eu te faça companhia, tenta apagar umas linhas indesejáveis, não há garantia de que consigas tal feito, mas tentar é isso mesmo, incerteza. Nota o romance, ou melhor, a ausência dele, e também a presença de algumas linhas em branco, preenchidas pelo vazio, fica a vontade para preenchê-las com algo a mais. Se vai caber eu não sei, tentar, nesse caso vai custar, pode deixar algumas marcas de borracha, nem sempre conseguimos apagar o que foi escrito, talvez por defeito da borracha, talvez por força das palavras.
Torna com que a leitura não seja cansativa, mas não a mude por completo, lembra-te que eu não sou um livro em branco. Umas páginas de mim vão te fazer ter raiva e tu vais querer me deixar de lado, como se eu fosse um brinquedo que já te cansou, vais até cogitar a possibilidade de abandonar a leitura. Noutras eu te deixarei com vontade de mim, de mais uma página, e outra e outra, tu vais terminar um capítulo e nem se dar conta disto, vai ter vontade de sentar comigo num canto e ali ficar, sem hora marcada pra sair. O final eu deixo por tua conta, mas se não fores capaz de fazer um quero que saibas que não fui escrita para ficar guardada, coberta de poeira por entre os cantos de uma estante qualquer. Dizem que um livro tem de ser bem cuidado pra que outros o desfrutem. E vê, finalmente, "que eu não sou difícil de ler".

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