
Eu não consigo entender ao certo se você ainda me quer ou não, acho que a gente devia deixar claro. Avisar em algum lugar: eu não quero mais não viu, pode me esquecer. Ou então: Eu ainda te quero, preciso te encontrar de novo algum dia, não me esqueça. Mas nós nunca fomos de deixar tudo assim em pratos limpos, sempre foi tudo muito subjetivo, coisa que só o coração da gente entendia e o cérebro ficava atordoado.
Se for pra esquecer, pode deixar, eu vou esquecer. Um dia talvez eu mal me lembre vagamente de tudo, e também posso deixar de lembrar de você, esquecer de todos esses sentimentos que eu tenho mantido por tanto tempo, se for isso que você tanto quer. Esses sentimentos não quiseram ir embora ainda, mas um dia eles irão. Um dia eu estarei sorrindo ao lembrar de você, sem saudades, sem nenhum incômodo profundo, sem nenhuma esperança, apenas sorrisos por saber que lembranças boas de você ficaram na minha memória, mesmo se você não se importar mais sobre elas. É, eu também gostaria de não me importar.
E se você ainda quiser me encontrar outra vez, tudo bem. Porque eu ainda quero tanto, embora lute para fingir que não, embora não tenha certeza de que isso é o certo a fazer, embora tenha medo de que nós tenhamos nos transformado em pessoas muito diferentes.
Com você eu aprendi algumas coisas, como por exemplo, a não falar do amor de forma tão banal, já que o amor é raro, o amor é a exceção do mundo. E é por ele ser tão raro que eu nunca pude ter certeza se nós fomos ou não amor, se aquilo que eu sentia e ainda sinto poderia ser o verbo amar. Mas sabe, eu nunca soube nada sobre o amor e insistia em falar dele. Hoje eu já não falo, nós nunca falamos sobre ele, e assim deve ser melhor pro coração.
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