Eu paro e tento achar uma razão para isso tudo, mas não consigo manter um pensamento lógico porque fica martelando na minha cabeça a lembrança de uma conversa que nunca tivemos. Eu olho você entre idas e vindas e me pergunto em que momento você vai sentar ao meu lado e perguntar algo como ''então, pronta para resolver tudo isso?''. Porque eu estou; fechei meus olhos para tudo que pudesse me impedir e, olha, eu queria apenas que você soubesse que se me pedires para mergulhar contigo, eu vou sem medo de me afogar, porque entre nós já passaram as sensações de angústia – fica só isso, essa coisa boa de fazer o impossível, de poder ser o improvável.
Ninguém acredita que isso um dia ocorra – não sei porque alimento a esperança de que, ainda que por brincadeira, passe pela sua cabeça que me encontro nessa fase não tão oculta assim. Acho que eu me apaixonei por alguém que não existe. Usei o teu corpo, usei tuas palavras e teu jeito de passar as mãos pelo cabelo, displicente – mas, no fundo, não é você. E eu sei que, quando amanhecer, eu vou olhar para o celular e não encontrarei nenhuma chamada sua – não sei porque espero, aflita, a sua decisão que nunca vai vir. Ah, meu bem, me parte o coração assim, sabia? Mas saiba que só faz comigo aquilo que, um dia, eu com certeza faria a você.
Fazes um bem em não se apaixonar por mim, nem imaginas quanto.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
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